Feb 13, 2006

underground.

é o espaço social compreendido entre a criação de uma mensagem e a sua universalização.

"The same thing was almost going on in the postwar France of Sartre and Genet and what's more we knew about it--But as to the actual existence of a Beat Generation, chances are it was really just an idea in our minds--We'd stay up 24 hours drinking cup after cup of black coffee, playing record after record of Wardell Gray, Lester Young, Dexter Gordon, Willie Jackson, Lennie Tristano and all the rest, talking madly about that holy new feeling out there in the streets- -We'd write stories about some strange beatific Negro hepcat saint with goatee hitchhiking across Iowa with taped up horn bringing the secret message of blowing to other coasts, other cities, like a veritable Walter the Penniless leading an invisible First Crusade- -We had our mystic heroes and wrote, nay sung novels about them, erected long poems celebrating the new 'angels' of the American underground--In actuality there was only a handful of real hip swinging cats and what there was vanished mightily swiftly during the Korean War when (and after) a sinister new kind of efficiency appeared in America, maybe it was the result of the universalization of Television and nothing else (the Polite Total Police Control of Dragnet's 'peace' officers) but the beat characters after 1950 vanished into jails and madhouses, or were shamed into silent conformity, the generation itself was shortlived and small in number."

Jack Kerouac - in esquire magazine - 1958

Feb 6, 2006

on the railway.



san rafael, argentina. fevereiro 2006.

Feb 1, 2006

casa na montanha.

os anos correm depressa, mas os meses estão repletos de dias que nunca mais passam. vou limpar o pó.

Oct 12, 2005

vaga (de verão).

não quero terminar este verão, estas chuvas que caem são um último sinal de um mundo onde chovia, este verão deixará de ser apenas uma das estações e qualquer boletim metereológico será a repetição do anterior: 32 graus, céu limpo, vento fraco de oeste.

o depósito está suspenso bem abaixo da reserva, enquanto sem o minimo esforço jogo com a caixa no caminho do mercado. trago-te as melhores iguarias, desta e de outras paisagens. polvo, mexilhões, carapau, uma morçela para fritar em alho, um pão. acordo o teu sono da tarde. as melâncias só são quadradas no japão.

passeamos na praia pelo mesmo trajecto da manhã, a maré deixou as algas cá bem em cima.

Oct 6, 2005

rough stuff.

ali, entre o branco modernista do siza e uma enorme parede de arvores, encontra-se um dos sitios que mais detesto no porto; a esplanada de serralves. hoje resolvi unir a eclética massa de pessoas que ali se encontravam e à passagem do segundo avião, fiz cair sobre o jardim uma primeira bomba. o enorme castanheiro caiu sobre os namorados-estudantes e a família que tinha levado a avó a serralves - certo, estes não entram nesse momento único em que o resto das pessoas ali presentes ficaram ligadas para sempre, mas servem perfeitamente para o despoletar - o resto dos presentes, perante a explosão, a queda do castanheiro e o silvo de uma segunda bomba, entreolham-se numa câmara lenta quase congelada sem se mexerem. unidos para sempre.

Sep 16, 2005

é possivel?

não parar o verão? aguentar a temperatura nos 30º? manter a produção de melância?

Jun 24, 2005

on blog.

e assim, com optical, reato as actividades no glooka, depois de um periodo de ausência sem qualquer explicação.

optical.



fotografia | josé manuel bacelar via hardlinerz.org

esta fotografia não é de ontem, tem cerca de um ano e foi tirada pelo bacelar no 8º aniversário da garagem no hard-club. mas ontem o senhor retratado voltou ao local do crime e brindou os junglistas presentes com mais um excelente set de drum'n'bass. já ouvi optical umas 4 ou 5 vezes e mais do que o considerar um excelente dj - que é - é um dj com que me identifico profundamente quer ao nivel da selecção quer ao nivel do cuidado com que constroi os seus sets. melhor que ouvir optical, só mesmo ouvir optical e o seu amigo e sócio ed rush.

Jun 8, 2005

chegou o verão.

encostados à madeira da esplanada, os freaks faziam-se ouvir ao fim da tarde na praia, oferencendo um gig de percussão a todos os que saidos debaixo do toldo estavam agora a fruir da brisa de ar fresco que se começava a manifestar, enquanto o sol encontrava o horizonte. no caminho para o balcão passei por eles e por trás de um par de olhos kataminados encontrei uma mensagem clara; chegou o verão. sorrimos os dois.

vaga ( 3 ).

gosto pouco dos teus istos e aquilos. és bela... não és?

Jun 7, 2005

pouco habitual.

o vento sopra forte do leste. as ondas muito dificilmente conseguem chegar à praia.

May 17, 2005

hasta.

vou de férias.

May 11, 2005

guerra colonial.


comecei ontem a ler a correspondência do meu tio para os meus avós, durante o tempo da guerra colonial que esteve destacado em angola. cerca de um ano e três meses de extensas cartas, escritas semanalmente de dezembro de 1961 a março de 1963, acompanhadas por fotografias e alguma propaganda e publicidade da época. desde a morte da minha avó guardei estas cartas sabendo que chegaria um momento em que as ia ler e finalmente conhecer melhor um tio que morreu muito antes de eu ter nascido. esse momento parece ter chegado, passado dois anos, sem aviso e, aparentemente, sem qualquer motivo.

tarde e a boas horas.

primeiro pensei mesmo em não colocar isto, depois começaram a abater-se sobre mim todas as desgraças que o desafio profetizava a quem não lhe desse continuidade.

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
geração x - douglas coupland
por contraste; memorizar a futilidade.
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
acho que não.
Qual foi o último livro que compraste?
a violência e o escárnio - albert cossery
street logos - um colectanea ilustrada de trabalhos de arte urbana.
Qual o último livro que leste?
live from golgotha - gore vidal
Que livros estás a ler?
a violência e o escárnio - albert cossery
a user's guide to the millennium - j.g.ballard
- em modo intermitente:
uma biografia ilustrada do w.s.burroughs, que não me recordo do nome e dorothy parker, online, volta que não volta.
- em modo intermitente e solidário:
tudo do marshall macluhan e do jean baudrillard.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
tacão de ferro - jack london
inforescravos - douglas coupland
os paraisos artificiais - charles baudelaire
on the road - jack kerouac
esperança - andré malraux
escolhidos exactamente porque gostava de os reler agora.
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
ao fred, à diana e à tina. porque não sabem, nem vão ter maneira de saber, que lhes passei este testemunho.


May 10, 2005

brigatta.


estou neste projecto com a punklette. mal comecem a surgir coisas engraçadas posto aqui algumas fotos.

May 5, 2005

...

rewind.

estive a rever o glooka desde o primeiro post. numa primeira observação deixei-me apenas navegar solto, sujeito aos estímulos visuais, numa fruição semi-bêbada por entre continuidades e quebras, cores, formas e manchas de texto, quase com aquele olhar semi-cerrado do pintor a observar o espaço. Depois, com mais cuidado, deixei correr os posts, observei as fotografias e li os textos, reconheci os momentos e as sensações que me levaram a fazer isto ou aquilo, observei a junção de trabalhos com alguns anos a objectos feitos no instante, sorri com as abordagens superficiais a determinados conceitos, muitos deles de duvidosa aplicação. embora sendo um blog eminentemente visual o glooka acaba por ser mais significativo para mim exactamente pelo oposto; aqui deixo de parte a visão clássica do designer sobre o texto, o texto como simples mancha (umas grandes aspas neste simples) , sujeito a grelhas, submetido a fontes e entrelinhamentos. aqui "tenho" que escrever... e pior, selecciono e edito o que escrevo. encontrei textos mauzitos mas também encontrei coisas que me agradaram . um blog é realmente, e contra a minha primeira ideia, uma ferramenta interessante, com mil e uma aplicações e com uma grande capacidade comunicacional que vou continuar a explorar.

e agora de volta ao vermelho, ao vermelho formal. qualquer significado surgirá na altura apropriada.


e-valley ( 2 ).

não tinha saudades dos pedidos de proposta de 50 páginas escritos em inglês, das viagens para lisboa a 170 km/h de barba feita, das propostas visuais animadas e em suporte rigido, dos senior partners e das directoras de marketing com os seus ppts, dos concorrentes e das trends.

a entidade adjudicatária pede desculpa por esta pequena interrupção à vaga vermelha que se aproximava. todo o caderno de encargos terá que ser revisto.

e-valley (1)