não quero terminar este verão, estas chuvas que caem são um último sinal de um mundo onde chovia, este verão deixará de ser apenas uma das estações e qualquer boletim metereológico será a repetição do anterior: 32 graus, céu limpo, vento fraco de oeste.
o depósito está suspenso bem abaixo da reserva, enquanto sem o minimo esforço jogo com a caixa no caminho do mercado. trago-te as melhores iguarias, desta e de outras paisagens. polvo, mexilhões, carapau, uma morçela para fritar em alho, um pão. acordo o teu sono da tarde. as melâncias só são quadradas no japão.
passeamos na praia pelo mesmo trajecto da manhã, a maré deixou as algas cá bem em cima.
Oct 12, 2005
Oct 6, 2005
rough stuff.
ali, entre o branco modernista do siza e uma enorme parede de arvores, encontra-se um dos sitios que mais detesto no porto; a esplanada de serralves. hoje resolvi unir a eclética massa de pessoas que ali se encontravam e à passagem do segundo avião, fiz cair sobre o jardim uma primeira bomba. o enorme castanheiro caiu sobre os namorados-estudantes e a família que tinha levado a avó a serralves - certo, estes não entram nesse momento único em que o resto das pessoas ali presentes ficaram ligadas para sempre, mas servem perfeitamente para o despoletar - o resto dos presentes, perante a explosão, a queda do castanheiro e o silvo de uma segunda bomba, entreolham-se numa câmara lenta quase congelada sem se mexerem. unidos para sempre.
Subscribe to:
Posts (Atom)